Liv Ulmann
foto: Jo Capusso
Escrito por tecacapusso às 23h23
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Paulo Autran
foto: Jo Capusso
Escrito por tecacapusso às 18h14
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Minha rua
Essa é a esquina da minha rua numa tarde de verão em 2005. Morar no centro de São Paulo tem dessas.......

Escrito por tecacapusso às 17h57
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Esse é o cara 2
Estive na exposição do Antoine na CEF do centro de São Paulo ontem a noite. Está sensacional. Trancrevo abaixo o texto de apresentação da exposição, para que vocês conheçam um pouco de suas intenções. No mesmo andar tem uma exposição de fotos chamada "A cidade e sua anatomia" imagens realizadas por 18 adolescentes da periferia da cidade, esse trabalho é monitorado por Antoine e realizado pela fundação Gol de Letra.
foto: Antoine Dágata
Baixo ventre de uma cidade genérica, onde o dia copula com a noite. Armadilha hermética dos sentidos, de arquitetura parca em pontos de referência. Zona de todos os desvios, voltada ao comércio de corpos anestesiados pelo saciar destruído do desejo. O inebriamento se lança a escuridão; a bestialidade mina a decência. A carência exorcizada é o fim condutor do labirinto de uma via crucis pagã e lúbrica. Não descrevo mais que situações efêmeras, estados comuns, desequilíbrios íntimos. Um diário inacabado de interações frágeis e inocentes com o mundo. Promiscuidades desesperadas, estilhaços esparsos de matérias. O mau cheiro morno e acre da cerveja, suor e tabaco que pega na garganta. Os perfumes de porra e colônia sufocantes, no labirinto turvo de bares e quartos de hotel claustrofóbicos. O medo de se encontrar sozinho diante daquela presença hostil no espelho acima da pia do banheiro, o remorso insidioso por estar ainda acordado ao alvorecer, alérgico ao esquecimento. Cristais ilegais e vapores de hormônios que dão à saliva um retrogosto amargo de codeína e abstinência forçada. Os figurantes desses cubículos imundos se dissolvem numa ronda desregrada e ávida. Em seus rostos, suas órbitas foram cavadas por fomes insaciadas e sonos postergados. Através da aberração e do excesso, têm um acesso privilegiado à consciência do ser, em algum território obscuro onde o verbo e o pensamento se decompõe . Ressoam apenas seus gritos surdos, expressão crua do sentimento insuportável de ser em excesso ou de não ser nada. Nesse caos esclerosado, onde os membros enrijecidos pelo desejo escavam o nada, onde a morte se convida para o banquete funerário da carne, aproprio-me dos gestos, desvio os atos, vomito os sinais que indicam minha distância das coisas. Nenhuma ternura especial pela fotografia, mas sim a necessidade de fazer com que cuspam para a câmera aquilo que não foi dito. Uma deriva que me leva também para o buraco negro de meus próprios traumas e atitudes temerárias. A matéria do mundo está ali, sem as trilhas do real. Não a avalio; engulo-a inteira. Tendo me acostumado tenazmente ao gozo, à dor, carne miserável, esmiúço a mecânica de seres que se tornaram fantoches, submetidos ao medo e ao desejo. Visto o hábito do santo, o hábito do louco. Antoine D'agata
Escrito por tecacapusso às 18h06
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Esse é o cara 1
foto: Lacaz
Escrito por tecacapusso às 17h57
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Bete Coelho
fotos jo Capusso 1986
escrito em 18.05.2006 por Jo Capusso
Escrito por tecacapusso às 17h54
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Trianon

Fotos Jo Capusso outono de 2006
Escrito por tecacapusso às 17h48
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Dia esquisito

escrito em 15.05
Escrito por tecacapusso às 17h01
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escrito por jo capusso em 12.05
Escrito por tecacapusso às 16h57
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Dia no interior
Interior de São Paulo, estradas de primeiro mundo, as plantações, os moradores e seus carrões. Escondido no meio de uma paisagem cinematográfica um manicômio público. São 600 homens, o cheiro é de merda e o abandono é total. Entrei assustada, eles gritavam muito com nossa presença, comecei a rezar e ao mesmo tempo a fotografar. Fiquei algumas horas nesse local, o suficiente para eles acabassem com meu maço de cigarros e para que as fotos conseguissem denunciar o maus tratos a que eles eram submetidos
fotos: Jo Capusso/1995 escrito em 11.05.06
Escrito por tecacapusso às 16h52
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